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Dr. Calone conversa com Fala Atleta sobre a polêmica gramado natural x gramado sintético

  • Foto do escritor: canalfalaatleta
    canalfalaatleta
  • 26 de mar. de 2025
  • 3 min de leitura

Dr. Francisco Calone esclarece as dúvidas deste tema muito importante Foto: Divulgação


Nos últimos dias as redes sociais e alguns jornais impressos, trouxeram inúmeras declarações de atletas, treinadores, dirigentes e times do futebol brasileiro, acerca de qual tipo de campo é o ideal para a prática do futebol: de grama natural ou de grama sintética.

Para esclarecer estas e outras dúvidas, o Fala Atleta conversou com o Dr. Francisco Olimar Calone Neto, especialista em cirurgia da coluna vertebral, formado em Medicina pela Universidade de Passo Fundo (RS), pós-graduado na área de Coluna Vertebral na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto FMRP/USP-SP e que atua em uma clínica na capital catarinense.

Muitas foram as opiniões. Lucas Moura, jogador do São Paulo foi um dos atletas que se manifestaram de forma contrária a utilização do gramado sintético. O atleta afirmou: "Sobre gramado sintético, é um assunto que já bati nesta tecla ano passado, falei meu posicionamento. Não é ataque contra nenhum clube ou instituição nem contra nenhuma empresa de gramado sintético. Vi gente falando de lesões, mas é um ponto totalmente técnico, é outro esporte".


Outro que se manifestou por meio das redes sociais foi o técnico do Palmeiras, Abel Ferreira. Em entrevista ao Portal Terra, ele disse preferir grama natural, mas que entende os jogadores. Abel comentou sobre um dos pontos que os jogadores reclamam que é o aumento das lesões. "Não está escrito cientificamente que um gramado sintético provoca mais lesões que um gramado ruim. O que acontece no sintético por experiência é que em termos de articulação sofrem mais, mas é uniforme, não tem buracos", disse Abel Ferreira.


Para o Dr. Francisco Calone, "este é um assunto bastante polêmico e há vários artigos científicos comparando as lesões em ambos os gramados. Já há estudos desde 2004 e um que é importante ressaltar Anderson, em 2004, num artigo no British Journal of Sports Medicine que destaca uma maior incidência de lesões ligamentares nos gramados sintéticos e leões musculares nos gramados naturais".
Dr. Calone afirmou também que "nos estudos mais recentes, há autores que afirmam que há menores incidências nos gramados sintéticos, pois houve uma melhora no piso, bem como na prevenção, preparação dos atletas e a utilização de chuteiras com maior qualidade".

Gramado Sintético em Santa Catarina

Arena Condá está na etapa final da troca do gramado Foto: Andres Rodrigues/Diário do Iguaçu


Em Santa Catarina, o Brusque utiliza gramado sintético, no Estádio Augusto Buaer, desde outubro de 2024, o e nos próximos dias deve ficar ponto o novo gramado, agora sintético, da Arena Condá, em Chapecó.


A previsão é que o novo gramado, no oeste de Santa Catarina, esteja liberado em abril para receber o primeiro jogo da Chapecoense, em casa, pela Série B do Campeonato Brasileiro.


 O Fala Atleta por meio de aplicativo de mensagem, conversou a respeito desta mudança com João Carlos Maringá, executivo de futebol da Chapecoense, que explicou o andamento dos trabalhos e o que levou o verdão do oeste e trocar de gramado: "A grama que está sendo colocada na Arena Condá é de ótima qualidade, no mesmo padrão dos estádios do Palmeiras e do Botafogo. Está sendo feito um trabalho para que ela não fique tão compactada e sim mais macia. A ideia de trocar para sintético foi devido a construção de uma nova arquibancada ao sul, ficavámos grande parte do ano sem sol e a grama morria facilmente. A escolha foi motivada pela necessidade de ter um gramado que pudéssemos utilizar o ano todo em pelas condições.

Jornalista Delamare de Oliveira Filho

 

 

 

 

 


 

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Por: Delamare de Oliveira Filho

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