Carisma, humildade e foco: três valores que definem a pequena gigante, Poliana
- Fala Atleta
- 1 de jun. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de out. de 2024

Poliana enfrentando a francesa Oumaima Allassak no Mundial em Sofía
Créditos: @andressaestevanlucathor
Chega amanhã ao Brasil, a pequena gigante, Poliana Silva de Souza, 13 anos, de Canelinha. A garota notável, que parece brincar no dojang, quando realiza suas lutas.
Poli, a “braba”, como me acostumei a chamá-la carinhosamente, é de um carisma e um foco, invejáveis. Conheci Poliana há menos de três meses no campeonato catarinense em Chapecó. E de lá para cá, me apaixonei por esse esporte tão praticado no Brasil, o Taekwondo.
Atravessou o atlântico, juntamente com a equipe catarinense: Gustavo Saud e Rafaela M. da Costa, e, do treinador Vandeir Fugazza, primeira vez convocado como treinador da Seleção Brasileira cadete. Pessoa espetacular e que está colhendo os resultados de todo o esforço e dedicação que sempre colocou a serviço do Taekwondo.
Poliana percorreu, juntamente com a equipe, aproximadamente 10.702 km, até Sofía, Bulgária, e participou do Campeonato Mundial de Taekwondo. Ela foi a primeira representante do Brasil, no feminino, a subir no dojang e lutou na categoria cadete até 37 kg. Poliana, que foi medalha de ouro no Pan-Americano em Porto Rico, enfrentou a francesa Oumaima Allassak e foi derrotada na luta de estreia.
Em sua postagem depois da luta, palavras simples, mas profundas, fizeram-me escrever esse texto. Poliana postou: “E assim encerro minha participação no mundial cadete de taekwondo, infelizmente não tive um bom resultado e acabei não subindo no pódio, mas dei o meu máximo na luta, e adquiri muito conhecimento e aprendizado para as próximas competições, agradeço a torcida, apoio e as mensagens de todos, agora é treinar e consertar os erros”.
Fiz questão de escrever todo o texto que Poliana postou para destacar a profundidade do texto, escrito por uma adolescente de apenas 13 anos. Tive o privilégio de conversar com ela via instagram após a luta, e, mesmo não obtendo o resultado almejado, ela estava tranquila e serena.
Poliana tem plena convicção de que é o início de uma brilhante carreira e que as vitórias não acontecem somente no dojang. Ela sabe que se dedicou o máximo e fez o seu melhor, além disso, tem percepção de que adquiriu conhecimento e aprendizado para seguir em frente.

Poliana e eu no campeonato brasileiro em São José, junho de 2022.
Para mim, Poliana incorporou com muita estima os ensinamentos de Choi Hong Hi (1918-20020, o sul coreano, fundador do Taekwondo, quando ele afirma, “Aproveita a viagem. Aproveite cada momento e pare de se preocupar com vitórias e derrotas”.
Enfim, só há uma palavra para expressar tudo o que me levou a escrever esse “texto-homenagem” para essa “pessoinha” queridíssima: Gratidão! Por me apresentar o taekwondo e ter cada vez mais certeza de que essa é a magia do esporte.
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Poli lembre-se disso, a World Taekwondo anunciou a escolha de Baku, capital do Azerbaijão, como sede do Mundial de Taekwondo de 2023. A edição do Mundial será muito especial, por se tratar do 50° aniversário do Mundial de Taekwondo. Quem sabe não será mais especial com uma nova participação sua? Fica minha torcida...
Escrito em 01 de agosto de 2022.
Jornalista Delamare de Oliveira Filho
Email – falaatletaoficial@gmail.com




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