Quando o sonho é maior que a idade: Angela Assmann brilha no Campeonato Catarinense de Taekwondo
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Algumas medalhas carregam sonhos, lágrimas, treinos cansativos, chutes repetidos mil vezes e um coração que não desiste nunca. E foi exatamente isso que a jovem Angela Assmann, de apenas 11 anos, mostrou ao subir no lugar mais alto do pódio na 1ª etapa do Campeonato Catarinense de Taekwondo, realizada em março, em São Bento do Sul.
Natural de Campo Erê e representando Santa Terezinha do Progresso, Angela conquistou a medalha de ouro na categoria até 37 kg. Mas, mais do que o ouro, o que chama atenção é a história por trás dessa conquista: uma menina que começou a treinar aos 7 anos e que hoje já sonha alto — sonha com o mundo.
E não é qualquer sonho. Angela quer ser campeã mundial de Taekwondo. Sim, mundial.
Em conversa com a reportagem do Canal Fala Atleta, Angela Assmann resumiu o sentimento com a sinceridade de quem vive o esporte de verdade: “Meu sentimento por conquistar essa medalha foi inexplicável por estar conquistando meus objetivos. O que eu mais gosto disto tudo é competir.”
Simples, direto e poderoso. Porque quem ama competir não está apenas lutando contra um adversário — está lutando pelos próprios sonhos.
A história de Angela começou de um jeito bem comum, daqueles que nascem dentro de casa. Foi vendo o irmão treinar que ela se apaixonou pelo taekwondo e decidiu entrar no dojô. O que começou como curiosidade virou paixão. O que era treino virou disciplina. E o que era sonho começou a virar realidade.
Hoje, Angela treina com o técnico Juliano Staut, dentro de um projeto esportivo da Prefeitura de Santa Terezinha do Progresso, mostrando como o esporte pode abrir caminhos e transformar vidas, principalmente para crianças e jovens do interior de Santa Catarina.

E quando se fala em sonho, não dá para esquecer da família. Porque por trás de cada atleta jovem existe sempre alguém que acredita primeiro. O pai, Geraldo Assmann, também conversaou com a reportagem do Canal Fala Atleta e não escondeu a emoção ao falar da filha: “É uma emoção inexplicável vê-la no dojô feliz, lutando e, ainda por cima, conquistando medalhas. Ela é o meu orgulho.”
E talvez essa seja a parte mais bonita de toda a história: ver uma menina feliz fazendo o que ama.
Angela não representa apenas uma cidade ou uma medalha. Ela representa milhares de jovens que treinam todos os dias, que acreditam, que caem, que levantam e que continuam tentando. Representa o esporte como esperança, como oportunidade e como caminho para um futuro melhor.
O ouro conquistado em São Bento do Sul é só o começo.Porque quando o sonho é grande, o pódio é apenas uma parada no caminho.
E uma coisa é certa: o nome Angela Assmann ainda vai ecoar muitas vezes nos dojôs do Brasil e, quem sabe, do mundo.
E quando isso acontecer, todo mundo vai lembrar que tudo começou com uma menina de 11 anos, um sonho gigante e uma vontade enorme de competir.
Jornalista Dela Oliveira / falaatletaoficial@gmail.com
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