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Pela primeira vez na história das Copas, o Brasil não terá nenhum treinador entre as seleções participantes

  • há 19 horas
  • 2 min de leitura
O italiano Carlo Lancelotti comanda a Seleção Brasileira na Copa 2026 - Foto: CBF TV
O italiano Carlo Lancelotti comanda a Seleção Brasileira na Copa 2026 - Foto: CBF TV

Pela primeira vez na história das Copas do Mundo, o Brasil caminha para um cenário curioso e simbólico: nenhum treinador brasileiro à frente de seleções participantes do torneio.


E, para completar o contraste, a própria Seleção Canarinho estará sob o comando de um estrangeiro, o italiano Carlo Ancelotti, um dos técnicos mais vitoriosos do futebol mundial.


Durante décadas, técnicos brasileiros foram protagonistas nas Copas, não apenas vestindo o verde e amarelo, mas também espalhados pelo mundo, exportando conhecimento, estilo e a famosa leitura tática que ajudou a moldar o futebol moderno.


O Brasil sempre foi visto como uma espécie de “escola global de treinadores”, capaz de formar líderes que ultrapassavam fronteiras.


Na Copa do Mundo FIFA de 1998, por exemplo, o Brasil tinha Mário Jorge Lobo Zagallo no comando da Seleção, enquanto Carlos Alberto Parreira dirigia a Arábia Saudita e Sebastião Lazaroni liderava a Jamaica. Era a presença brasileira marcando território em diferentes continentes.


      Mário Jorge Logo Zagallo foi campeão mundial como jogador e como treinador                                          Foto: Gabriel Bouys/AFP/Getty Images
Mário Jorge Logo Zagallo foi campeão mundial como jogador e como treinador Foto: Gabriel Bouys/AFP/Getty Images

O cenário se repetiu na Copa do Mundo FIFA de 2006, talvez um dos maiores exemplos da força dos treinadores brasileiros. O Brasil era comandado por Carlos Alberto Parreira, Portugal tinha Luiz Felipe Scolari, o Japão era treinado por Zico e a Arábia Saudita contava com Marcos Paquetá. Era um verdadeiro mapa-múndi pintado de verde e amarelo nas comissões técnicas.


Na Copa do Mundo FIFA de 2010, o Brasil estava com Dunga e a África do Sul novamente com Carlos Alberto Parreira. Já nas edições mais recentes, como 2014, 2018 e 2022, o Brasil manteve sua tradição com Luiz Felipe Scolari e Tite, mesmo com menor presença de brasileiros em outras seleções.


Na estreia, 1 a 1 contra Marrocos com gol de Vinícius Júnior - Foto: AFP (dez.2025)
Na estreia, 1 a 1 contra Marrocos com gol de Vinícius Júnior - Foto: AFP (dez.2025)

A chegada de Ancelotti na Seleção Brasileira representa, ao mesmo tempo, uma aposta e um alerta. A aposta é clara: trazer experiência internacional, gestão de estrelas e uma mentalidade vencedora para tentar recolocar o Brasil no topo do futebol mundial. O alerta também é evidente: o país que sempre exportou treinadores passa a importar liderança para comandar sua maior paixão.


O futebol mudou, o mundo ficou mais competitivo e as fronteiras táticas desapareceram. Técnicos europeus estudam o Brasil, brasileiros estudam a Europa, e o jogo se tornou global.


Ancelotti possui muita bagagem, respeito e credibilidade, mas também tem a missão de compreender a alma do futebol brasileiro — algo que não se aprende apenas em pranchetas ou cursos da UEFA.


Porque o Brasil nunca foi apenas o país dos craques.


Jornalista Dela Oliveira / jornalistadelaoliveira@gmail.com 

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Por: Delamare de Oliveira Filho

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