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Paradesporto: quando o direito de competir ainda precisa ser reconhecido?

há 10 minutos
2 min de leitura
Giselle Chirolli é a CEO do Instituto Viva Paradesporto - Foto: Divulgação
Giselle Chirolli é a CEO do Instituto Viva Paradesporto - Foto: Divulgação

O Canal Fala Atleta abre espaço para uma reflexão muito importante! 

 

Para falar sobre inclusão, oportunidades e o papel do paradesporto na construção de uma sociedade mais justa, contamos com a participação especial de Giselle Margot Chirolli, CEO e fundadora do Instituto Viva Paradesporto.

 

Mais do que falar de esporte, vamos conversar sobre direitos, políticas públicas, autonomia e futuro. Afinal, quando o esporte transforma vidas, garantir acesso a ele não pode ser privilégio — precisa ser compromisso.

 

Uma reflexão para quem acredita que inclusão de verdade começa quando deixamos de tratar o diferente como exceção e passamos a enxergá-lo como parte essencial da sociedade. 💙

 

Vem com a gente nessa conversa!

 

O paradesporto precisa ser visto, valorizado e, acima de tudo, respeitado como direito.

 

Com vocês, Giselle Chirolli...



Paradesporto: quando o direito de competir

ainda precisa ser reconhecido?


Rafaela Carraro é um dos destaques do paradesporto catarinense - Foto: Rafaela Carraro/Instagam
Rafaela Carraro é um dos destaques do paradesporto catarinense - Foto: Rafaela Carraro/Instagam

 

Falar de inclusão é falar também de oportunidade. E, quando o assunto é paradesporto, ainda existe uma pergunta que incomoda — e precisa ser feita: até quando o esporte para pessoas com deficiência será tratado como algo secundário nas políticas públicas?

 

O paradesporto vai muito além da competição. Ele envolve esporte adaptado para pessoas com deficiência física, auditiva, visual e intelectual, além de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), estimulando o desenvolvimento motor desde a infância e abrindo caminhos que podem chegar ao alto rendimento paralímpico ou paradesportivo.

 

Mais do que medalhas, estamos falando de autonomia, saúde, educação, autoestima e cidadania. Uma criança que tem acesso ao esporte desde cedo encontra não apenas uma atividade física, mas um espaço de convivência, descoberta e desenvolvimento.

 

E isso pode fazer toda a diferença na construção de um adulto mais independente e preparado para ocupar diferentes espaços da sociedade, inclusive o mercado de trabalho.

 

A inclusão não pode começar apenas na vida adulta

Existe uma contradição que precisa ser encarada de frente. Por que o acesso ao esporte no contraturno escolar e nos projetos públicos costuma ser considerado natural para crianças sem deficiência, enquanto, para crianças com deficiência, muitas vezes ainda aparece como exceção, favor ou iniciativa pontual?

 

O direito ao esporte é de todos. A legislação não estabelece uma cidadania esportiva diferente para quem tem ou não tem deficiência. O problema, portanto, não está apenas no que está escrito na lei, mas na distância entre o direito garantido e aquilo que efetivamente chega à ponta.

 

E aqui entra uma responsabilidade que não pode ser transferida.

 

Se queremos falar seriamente em inclusão, precisamos pensar em uma política pública contínua, integrada e planejada desde a base, conectando educação, saúde, esporte, assistência social e outras áreas da gestão.

 

Porque não basta cobrar inclusão no mercado de trabalho amanhã se hoje ainda faltam oportunidades para desenvolver autonomia, habilidades e potencialidades.

 

O paradesporto não pode ser visto como luxo, projeto paralelo ou favor. É direito. É cidadania. É inclusão. É oportunidade. E, principalmente, é investimento no presente e no futuro de milhares de crianças, jovens e adultos com deficiência.

 

A pergunta, agora, fica no ar: quando o paradesporto deixará de ser tratado como exceção e passará a ocupar o lugar que sempre deveria ter tido — o de uma política pública essencial?

 


 

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Por: Delamare de Oliveira Filho

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