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A diferença está na mentalidade

  • Foto do escritor: canalfalaatleta
    canalfalaatleta
  • 20 de jul. de 2024
  • 2 min de leitura

Muito infeliz a declaração do atacante Endrick, da Seleção Brasileira, após a eliminação do Brasil na Copa América. “Passamos 37 dias treinando no sol para ganhar a Copa América. Vini, Rodrygo e Militão ganharam a Champions, poderiam estar de férias, vieram para cá”.


Tal declaração, de um garoto jovem que inicia sua trajetória da seleção, nos causa a sensação de que os jogadores brasileiros parecem encarar o torneio com desdém, refletindo uma mentalidade menos comprometida.


Por outro lado, Messi, que dispensa comentários, e que ao conquistar a Copa América com a Seleção Argentina, se tornou o atleta com mais títulos (43 ao total) no futebol mundial, ao precisar ser substituído por uma contusão, chorou aos prantos no banco de reservas. E por quê?  Por que para Messi, sair de campo num momento decisivo lhe causa do sentimento de estar deixando seu companheiros “na mão”.


Mentalidade de pertença de grupo, de comprometimento e foco para com a seleção e para o povo argentino. Lionel Messi, ícone do futebol mundial, exemplifica um profissionalismo e uma paixão pelo esporte que transcendem sua já vitoriosa carreira.


Essa atitude não apenas inspira seus colegas de equipe, mas também cativa torcedores ao redor do mundo, de diferentes nacionalidades. Ao ser substituído na final por conta da lesão, foi aplaudido pelos torcedores colombianos, algo raro de se observar no futebol.


Esse aparente desinteresse de alguns jogadores brasileiro cria um ambiente que distancia a Seleção dos torcedores, que anseiam por ver uma equipe com garra, alegria, determinação e paixão, sentimentos inerentes do povo brasileiro.


Torcedores que outrora eram fervorosos agora se sentem desiludidos, vendo ídolos que não correspondem às expectativas de entrega e dedicação. Será que o encanto da “amarelinha”, perdeu espaço para o dinheiro?


Para reverter essa situação, é essencial que a seleção brasileira recupere a mentalidade vencedora que sempre a caracterizou. Os jogadores, a comissão técnica e os dirigentes, precisam entender que representar o Brasil em uma competição como a Copa América é uma honra e uma responsabilidade que exige total comprometimento.


Somente com foco e paixão, será possível reconquistar a confiança e o apoio dos torcedores brasileiros, apaixonados pelo futebol pentacampeão.  


*Artigo publicado no Jornal Notícias do Dia do Grupo ND no dia 19 de julho de 2024.

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Por: Delamare de Oliveira Filho

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