54ª Rutas de América: o Uruguai volta a respirar ciclismo
- há 12 horas
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O calendário sul-americano já tem data para acelerar corações. Entre os dias 15 e 22 de fevereiro de 2026, a 54ª edição da tradicional Rutas de América promete transformar estradas, serras e cidades do Uruguai em um grande palco de superação, estratégia e resistência.
Organizada pelo histórico Club Ciclista Fénix, a prova começa com um contrarrelógio individual em Fray Bentos — um teste solitário contra o tempo, onde cada segundo ecoa como sentença e esperança. Ali, diante do cronômetro e do silêncio cortado apenas pelo vento, nascem os primeiros líderes e as primeiras histórias.

Sete etapas, um país inteiro como cenário
A edição de 2026 percorrerá diversos departamentos uruguaios, desenhando um roteiro que mistura litoral, planícies e montanhas:
15/02 – Prólogo (Fray Bentos): Contrarrelógio Individual
16/02 – Etapa 1 (Fray Bentos – Mercedes): A estrada começa a selecionar os mais fortes
17/02 – Etapa 2 (Mercedes – Trinidad): Ritmo intenso pelo litoral e centro
18/02 – Etapa 3 (Trinidad – Santa Lucía)
19/02 – Etapa 4 (Santa Lucía – Minas)
20/02 – Etapa 5 (Minas – Salto del Penitente): A temida Etapa Rainha
21/02 – Etapa 6 (Rocha – Maldonado)
22/02 – Etapa 7 (Maldonado – Montevidéu): A consagração final
O ponto máximo da competição será a chegada em Salto del Penitente, no departamento de Lavalleja. A subida íngreme, marcada para 20 de fevereiro, é considerada a etapa mais exigente da prova. Ali, não vence apenas quem tem perna — vence quem tem alma.
Brasil no pelotão: garra verde e amarela nas estradas uruguaias
A edição de 2026 confirma a participação de duas equipes brasileiras que prometem elevar o nível da disputa: Apuana Team – RS e Soul Extreme Racing – SC
A presença das equipes do Brasil reforça o caráter internacional da prova e amplia a rivalidade saudável que move o ciclismo sul-americano. O intercâmbio técnico e competitivo fortalece o espetáculo e aproxima ainda mais as nações pelo esporte.
Além das brasileiras, o pelotão contará com forças tradicionais da Argentina, como a equipe Social Atlético Televisión (SAT), e grandes esquadrões uruguaios, incluindo o Náutico-Boca del Cufré e o próprio Club Ciclista Fénix, que além de organizar, também compete.
Nomes como Rodríguez, Silva e González despontam como favoritos, mas na Rutas de América, favoritismo se dissolve ao primeiro ataque inesperado.

Muito além da linha de chegada
A cobertura ao vivo pela Radio Cristal e as atualizações nos canais oficiais do Club Ciclista Fénix garantirão que cada fuga, queda, sprint e lágrima sejam acompanhados em tempo real.
E se há alguém que sabe transformar suor em memória, esse alguém é Eduardo Schaucoski.
Reconhecido por sua atuação histórica nas principais provas do Uruguai, como a Vuelta Ciclista del Uruguay, Schaucoski retorna em 2026 como uma das principais lentes da competição.
Por meio do projeto Impactofotop, ele documenta o pelotão há anos — do pódio às expressões exaustas no alto das montanhas. Seus registros abastecem veículos como Uruguay Ciclismo Total, a seção Ovación do El País, El Observador e o portal San José Ahora. É através de suas imagens que ataques decisivos, defesas de título e momentos históricos ganham eternidade. Mais do que seguir o vento, Schaucoski segue a emoção.

A contagem regressiva começou
A Rutas de América não é apenas uma corrida. É um rito de passagem. É a prova que molda campeões, revela talentos e reafirma a paixão de um continente pelo ciclismo.
Para os atletas, é hora de ajustar a bicicleta, estudar o percurso e preparar a mente. Para os torcedores, é tempo de expectativa. Porque, quando fevereiro chegar, o Uruguai não será apenas um país — será um imenso velódromo a céu aberto.
E na linha final, em Montevidéu, não cruzará apenas um vencedor. Cruzará a história.
Fotos: Eduardo Schaucosk/Impacto Fotop
Texto: Jornalista Dela Oliveira / falaatletaoficial@gmail.com
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